





Andando por Lisboa encontrei ela por toda parte, nos metros, nas calçadas portuguesas, nas construções populares, nas janelas antigas, nas ruelas, nos fios dos comboios... Na Fundação Aspad Szenes e Vieira da Silva as janelas com o reflexo de sol traziam presenças, musica para os quadros... ver os quadros de Vieira da Silva, sentir, ser acolhida, submersa, envolvida, tragada por eles... universo de sensações incríveis, são pinturas realmente incríveis "ao vivo", linhas, cores e dissoluções de alma... sim, minha alma completamente dissolvida pela pintura, agora já não sei mais quem sou...
Daka, setembro de 2009, Lisboa.